terça-feira, 4 de março de 2014

Kit de ferramentas para ciclistas

Quem nunca ficou pra trás num passeio por causa de um pneu furado?
Ou teve que parar no meio da trilha e pedir socorro?

Pensando nisso resolvi dar umas dicas do que levar pra não ficar "no prego" no meio da trilha ou "grand fondo".

Vamos descrever alguns "kits" de ferramentas para bikes. Do básico ao mais avançado, para aqueles que curtem dar uma de mecânico nos intervalos das pedaladas.

KIT BÁSICO

Ferramentas essenciais que todo ciclista deve ter quando sai para pedalar

  1. Bolsa de selim – Escolha o tamanho que comporte pelo menos duas câmaras de ar. Quem usa pneus tubeless deve levar pelo menos uma câmara de ar.
  2. Canivete de chaves Allen – Também conhecida como Multitool ou Multiferramenta, essa ferramenta é obrigatória para todo ciclista. Além de várias chaves Allen, algumas trazem também Philips, fenda e chave Torqx. Outras mais completas trazem também chave de raios e chave de corrente. Escolha uma de boa qualidade, que não quebre. Dê preferência às feitas de inox, pois não enferrujam.
  3. Espátula resistente – É interessante fazer um teste em casa para ver se ela aguenta o tranco na desmontagem e montagem dos pneus que você usa.
  4. Kit de cola, remendo, lixa – Existem kits prontos, ou pode-se comprar separadamente. Dica: verifique periodicamente o estado da cola, pois com o tempo elas evaporam e ressecam.
  5. Bomba de mão – Não vai adiantar nada ter todos os equipamentos pra consertar o pneu furado e não ter a bomba pra encher.

KIT INTERMEDIÁRIO

Chave de pedal, torquímetro (cabo vermelho), bomba de suspensão, chave de corrente (ou saca-corrente), 
chave inglesa, chave de raios, extrator de cassete e o lavador de corrente

  1. Chave de pedal – Quanto maior o cabo, mais fácil será a remoção dos pedais
  2. Limpador de corrente – Perfeito para limpar a corrente sem fazer sujeira. Basta adicionar o desengraxante e girar o pedal.
  3. Jogo completo de chaves Allen – Pode ser adquirido em lojas de ferramentas profissionais. Procure comprar de boa qualidade
  4. Chave de corrente – As profissionais têm o cabo longo para facilitar. Os modelos compactos podem ser levados na bolsa de selim
  5. Chave de raios – Existem dos mais variados modelos e formatos
  6. Chave inglesa – Tamanho médio. Pode ser comprada em lojas de ferramentas
  7. Bomba de suspensão – Facilita a vida do biker na hora de fazer o ajuste da suspensão e amortecedor traseiro. São encontradas em boas bike shops e variam de preço conforme a qualidade.
  8. Torquímetro – Indispensável na hora de apertar componentes delicados de carbono. São vendidos nas boas bike shops e lojas de ferramentas. Variam de preço conforme a qualidade.
  9. Extrator de cassete – Fundamental para quem gosta de uma limpeza completa na bike.
  10. Medidor de desgaste da corrente – Perfeito para acompanhar o estado da corrente.
  11. Selante – Quem usa pneus tubeless precisa estar de olho no estado do selante, pois ele evapora.
  12. Kit de remendo para tubeless – Quando o selante não tapa um furo, a saída é usar esse kit e fazer o reparo do pneu.

KIT AVANÇADO

Chave Allen de 8mm com cabo longo, chave inglesa grande, sangrador de freio hidráulico, 
chave da caixa de direção Head Set e chaves combinadas e fixas de vários tamanhos

  1. Chaves para cone (a porca interna) dos cubos de 13 a 19mm – Para desmontar apertar e desmontar o eixo das rodas
  2. Cavalete – Indispensável para fazer a manutenção com conforto e segurança. Existem modelos com pedestal (tripé) ou para fixação na parede.
  3. Sangrador de Freio – Custam relativamente caro. Tem que adquirir o modelo certo para os freios de sua bike
  4. Extrator de pedivela – Para fazer a limpeza e lubrificação dos eixos
  5. Jogos de chaves fixa – De 8 a 17mm .Para uso geral
  6. Chave Allen de 8mm com cabo longo – Serve para soltar o parafuso de alguns modelos de pedivela, que deve ser retirado posteriormente com o extrator.
  7. Chave inglesa grande – Para trabalhar em conjunto com o extrator do cassete ou do movimento central.
  8. Sacador de movimento central – Veja qual é o correto para sua bike. Existe o Hollowtech II da Shimano, GXP da Truvativ e o de cartucho selado (mais antigo).
  9. Chave para caixa de direção Head Set – Usado nas bikes mais antigas
  10. Chaves de boca de tamanhos diversos, podem ser com cabeça fixa ou combinada

Além das ferramentas, a lista avançada deve incluir também alguns produtos para limpeza e lubrificação. 

Da esquerda para direita: graxa à base de teflon, silicone, desengraxante cítrico, desemgripante UltraLub, 
óleo para corrente Squirt, graxa de Teflon (embalagem diferente), graxa Slick Honey à base de cera de abelhas

  1. Graxa de teflon Finish Line – Para usar em rolamentos, caixa de direção, caixa de centro, rodas, esferas, contato do canote de alumínio, rosca do pedal etc.
  2. Silicone em aerosol – Lubrifica e protege componentes externos, molas externas, partes internas do Rapid Fire, sob o canote, tirar barulhos, lubrificar os parafusos da mesa, parafusos de suspensão traseira, links etc
  3. Desengraxante – Prefira os cítricos e biodegradáveis que não contaminam o solo como o Muc Off, Finish Line e Pedro´s.
  4. Desengripante – Serve para soltar parafusos travados e oxidados. Existe o nacional UltraLube e o importado da Finish Line. Importante: esse tipo de óleo não deve ser usado para lubrificar a corrente.
  5. Lubrificante de corrente – O mercado oferece várias marcas. As mais comuns são Finish Line, Squirt, Muc Off e Pedro’s.
  6. Graxa tipo Slick Honey – Feita à base de cera de abelhas, essa graxa repele a água e é imbatível na lubrificação de cabos e também nos retentores (O’Rings) de suspensão e amortecedores.
  7. Óleo de freio – Verificar qual é o tipo utilizado em seu freio. A Magura usa fluido mineral da própria marca e não é compatível com o mineral da Shimano. Nos freios com fluidos do tipo DOT, observar o tipo de DOT recomendado e  seguir rigidamente a indicação do fabricante.

Pros menos habilidosos na mecânica das bikes, sugiro levar numa boa bicicletaria regularmente para revisão e lubrificação.

Lembrando que além das ferramentas do seu "kit de socorro", tenha sempre caramanhola para água ou mochila de hidratação, de acordo com a distância que vai ser percorrida. 

Para passeios noturnos ou que terminarão à noite, uma boa lanterna dianteira e sinalizador traseiro são indispensáveis. Não é legal terminar um passeio com a noite chegando, no escuro e sem água.

E aí, vamos arregaçar as mangas e arrumar esse kit?

Boas pedaladas a todos.


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SERVIÇO:

  • ESPAÇO BIKE - Av. Oliveira Paiva, 1520, Cidade dos Funcionários - (85) 3271-1531
  • CICLO DIAS - Rua Eduardo Perdigão, 137 - Parangaba - (85) 3225-2628
  • RPM BIKE SHOP - Rua Edgar Damasceno, 25, Meireles - (85) 8847-7511
*Fonte: Bikemagazine

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

7 dicas para pedalar na cidade

Usar a bike no dia-a-dia requer alguns cuidados para evitar que a solução vire também um problema




Se organize
Bicicleta também fura pneu sem aviso. Para evitar esquecer a câmara reserva ou o canivete de chaves para alguma regulagem, mantenha seu kit de reparos em uma bolsa de selim ou em algum compartimento do alforje que esteja usando. Defina um lugar para a chave do cadeado de maneira que ela sempre esteja com você. Muitos só lembram da chave depois de fechar a tranca.
Evite roupas amassadas
Camisas sem marcas podem ser obtidas se você usar uma bolsa para cabides, do tipo usados em lavanderias. Basta arrumar tudo na bolsa e depois enrolar para colocar no alforje. Ele pode ficar pra cima um pouco, mas a roupa vai chegar sem vinco.
Equipe sua magrela
Coloque bagageiros e alforjes que facilitem a vida nas cidades. Muitas vezes você vai precisar de mais espaço em um só volume do que vários bolsos para organizar coisas como aparecem nos alforjes destinados a viagens. Pesquise produtos para cidades. Existem alguns que se transformam em sacolas para irem com você para dentro do mercado.
Ache rotas alternativas
Já existem organizações e sites que mapeiam rotas alternativas nas cidades para que você evite avenidas. Procure essas rotas ou separe um domingo para testar caminhos alternativos entre sua casa e o trabalho.
Invista em um paraciclo
Seja em casa ou no trabalho, se sua bike ficar atrapalhando no meio de um ambiente ela pode se tornar um problema. Se o espaço for pequeno, invista em ganchos para colocá-la na vertical e fora da circulação de pessoas.
Proteja seu investimento
A famosa U-lock é prática e eficiente, mas pode não ser suficiente. Se o local de parada for ainda exposto, vale a pena investir também em travas flexíveis para prender selim, alforjes e partes móveis que possam ser sequestradas da bike.

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Por 
http://www.ondepedalar.com/escola_bicicleta/591868-7-dicas-para-pedalar-na-cidade.html

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Acerte corretamente a pressão dos pneus de sua bike

Por André Ramos*

André Ramos* é editor do website Mountain Bike Brasília
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pneu_capa











Um guia de referência rápida para seus pneus de mountain bike

Na maioria das vezes negligenciada, a pressão do ar aplicada ao pneu de uma bicicleta é essencial para a performance de sua pedalada. Pneus superinflados não aderem bem em curvas e não amortecem corretamente o terreno. Por outro lado, pneus com pressão abaixo do recomendável são propensos a danificar os aros das rodas, além da alta possibilidade de furos causados por snake bite (“mordida de cobra”), aqueles furos duplos na câmara de ar causados pela prensagem da ponta dos raios ou aro na câmara de ar.
Numerosos fatores devem ser levados em consideração para eleger qual a pressão ideal para o pneu, incluindo o peso do ciclista, condições do terreno e tamanho do pneu.
A tabela abaixo foi desenvolvida para servir como ponto de partida para ajudar a escolher a pressão correta em um pneu de mountain bike:

Pressão recomendada por peso do ciclista e tamanho do pneu

Peso do ciclista
(em kg)
  26 x
  2.0-2.2
  26 x
  2.2-2.4
  26 x
  2.4-2.6
  27,5
x   2.0-2.2
  29 x
  2.0-2.2
  29 x
  2.2-2.4
4530 psi27 psi24 psi25 psi26 psi24 psi
5031 psi28 psi25 psi26 psi27 psi25 psi
5532 psi29 psi26 psi27 psi28 psi26 psi
6033 psi30 psi27 psi28 psi29 psi27 psi
6534 psi31 psi28 psi29 psi30 psi28 psi
7035 psi32 psi29 psi30 psi31 psi29 psi
7536 psi33 psi30 psi31 psi32 psi30 psi
8037 psi34 psi31 psi32 psi33 psi31 psi
8538 psi35 psi32 psi33 psi34 psi32 psi
9039 psi36 psi33 psi34 psi35 psi33 psi
9540 psi37 psi34 psi35 psi36 psi34 psi
10041 psi38 psi35 psi36 psi37 psi35 psi
10542 psi39 psi36 psi37 psi38 psi36 psi
11043 psi40 psi37 psi38 psi39 psi37 psi
Obs.: Para pneus sem câmara (tubeless), coloque 3 psi a menos sobre o valor da tabela acima

Notas e dicas:

  • Coloque entre 2 a 5 psi de pressão a menos no pneu dianteiro em relação ao pneu traseiro. isto irá ajudar a aumentar a aderência nas curvas;
  • Em terreno com cascalho solto ou arenoso, diminua entre 1 a 3 psi em ambos os pneus. Em terrenos de terra firme, faça o contrário, aumente entre 1 a 3 psi;
  • Evite encher os pneu de sua bike em compressores de postos de gasolina. Eles foram otimizados para utilização com volumes maiores de ar em pressões menores, o contrário do que é utilizado em pneus de bicicleta. Se você pedala com frequência, considere adquirir uma boa bomba de piso. Existem diversos modelos no mercado em todas as faixas de preço. Quanto maior o barril da mesma, mais rápida ela irá encher o pneu e mais precisa será;
  • Pressionar os dedos contra as paredes laterais do pneu não é nem de longe a melhor maneira de se medir a pressão de um pneu. Melhor confiar no medidor de sua bomba de piso, ou melhor ainda: adquira um manômetro portátil. Um bom modelo digital de bolso não custa mais do que 50 reais nas boas casas do ramo.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Como usar o câmbio da sua bike

Acionadores manuais de câmbio: 

1. Mão direita para o câmbio traseiro, mão esquerda para câmbio dianteiro;
2. Quanto maior o número no indicador do acionador de câmbio, mais duro de pedalar fica, mais veloz a bicicleta vai;
3. Nos acionadores de câmbio que tem duas alavancas: a maior serve para amolecer o pedalar, a menor endurece o pedalar .

Para quem não sabe mudar as marchas: 

1. Aprenda usando só o câmbio traseiro (mão direita);
2. Esqueça o câmbio dianteiro por enquanto (mão esquerda);
3. Só acione o câmbio pedalando!;
4. Não olhe para os números do acionador;
5. Sempre pedalando, brinque com o acionador para sentir a diferença;
6. Descubra o que acontece com as pernas cada vez que é acionado o câmbio;
7. Mude uma marcha por vez e descubra quando fica mais cômodo pedalar.

O segredo é manter a velocidade média de giro da perna (cadência) o mais constante possível, mudando as marchas conforme a necessidade, exatamente como no uso do câmbio do carro. Suas pernas são o motor e há um momento correto para mudar as marchas - entre o girando demais e o forçando muito.

No carro você não fica olhando para a alavanca de câmbio e pensando a cada vez que vai engatar uma marcha, então não faça isto na bicicleta.

Automatize sua reação. 

Não importa em que marcha está, nem o número aparece no visor, nem qual você acredita ser a marcha ideal para aquele trecho. O que importa, e interessa de verdade, é quem deve comandar as marchas: são suas pernas. Elas é que vão dizer se a pedalada deve ser mais pesada ou mais leve.

Câmbio traseiro: 

1. Aprenda a sentir as mudanças de seu ritmo de pedalada causadas pelas mudanças de inclinação ou vento do trajeto;
2. Tente manter o pedalar entre 60 e 90 voltas por minuto (cadência);
3. Quanto mais constante melhor, portanto, sempre que necessário, use o câmbio;
4. Muda-se a marcha pedalando, de preferência diminuindo a força no pedal no exato momento da troca de marcha;
5. Câmbio traseiro aceita algum desaforo, mas seja sempre bem educado com ele;
6. No começo é chato, depois fica automático.

Câmbio dianteiro:

1. Quando há 3 coroas (cambio dianteiro): a coroa do meio é para qualquer situação, a maior é para descidas ou velocidade, a menor é para subidas fortes;
2. No acionador de câmbio esquerdo o número 1 é a coroa menor, o 2 é a do meio, e o 3 é a maior;
3. Aprenda a usar o câmbio traseiro com a corrente na coroa do meio (número 2);
4. No caso de ter só duas coroas, use a menor;
5. Só quando estiver firme no uso do câmbio traseiro é que se deve começar a usar o dianteiro;
6. Se tiver que fazer uma subida forte, e ainda não tem muita prática com o câmbio dianteiro, mude a marcha para a coroa menor antes da subida.

Muito importante!

Câmbio dianteiro não engata sob pressão! Não importa se a bicicleta é barata ou uma profissional. Câmbio dianteiro não aguenta desaforo! É necessário suavizar a pedalada no momento da troca de marchas.

Usando todas as marchas: (para quem já tem facilidade com as marchas)

1. Exemplo: a bicicleta tem 21 marchas, mas não tem 21 velocidades diferentes porque algumas marchas repetem a mesma relação de desmultiplicação (ou relação de velocidade);
2. Mantenha a concentração nos músculos da perna;
3. Não troque a marcha baseado no que está vendo;
4. Pode haver um "buraco" na relação: numa marcha está muito duro e na marcha seguinte está muito mole. Você terá que optar ou por diminuir a velocidade ou por fazer mais força;
5. Se passar da coroa do meio para a menor, endureça duas marcha no câmbio traseiro para manter uma continuidade na relação;
6. Se passar da coroa do meio para a maior, amoleça duas marcha no câmbio traseiro para manter uma continuidade na relação.

Importante!

- Evite cruzar a corrente;
- Não engate coroa maior na frente com relação maior atrás, ou coroa menor na frente com relação menor atrás.
- Nunca troque de marcha quando estiver pedalando em pé ou sem o apoio do selim.


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Do ÓTIMO blog: macedobike.blogspot.com.br

domingo, 15 de setembro de 2013

Remédio para pressão alta

Mas é claro que a idade também chegaria pra mim. E vocês podem ter certeza que ela chegará para todos. Agradeça a Deus pela idade e pela sabedoria que vem junto com ela (nem sempre pra todo mundo, hahahaha).

Aí o peso aumenta, a barriga cresce, os cabelos perdem a cor (isso não me incomoda nada), a altura chega a quase diminuir (o.0). Chegamos na idade do "ComDor". E são muitas dores, viu.
Para alguns, vem uma tal de pressão alta. Eita pressão alta! A cardiologista tenta não assustar. Diz que a tolerância diminuiu e que é "melhor tratar agora". Põe o dedo na ferida e fala da idade e que estou gordinho.

Então tá. Lá vamos nós com uma tal de "losartana potássica" diariamente. Meio comprimido após o café da manhã. Não custa muito se cuidar, não é? Isso já faz uns 7 a 8 meses.

Mas no fim de semana... meu remédio pra pressão é outro:



Hoje não foi muito puxado mas foi uma grande aventura. Minha Supra 10 deu conta, como sempre. "Curvas de madeira" - duas voltas valendo e outra de guia (valeu Maisa e Adriano, se garantiram). Trilha "verde escura" também foi legal. Conheci a "Toca da Raposa", com suas subidas e descidas, como numa pista de BMX, só que no nível difícil, hehehe. Tudo foi muito bom. Valeu a participação e as muitas dicas do nosso grande amigo Oscar Acyole. Como sempre muito prestativo e disposto a ajudar.

Até a próxima e #BoraPedalar.

sábado, 7 de setembro de 2013

Aventuras de bike - Serra da Taquara

Já é sabido que os limites do corpo humano são inestimáveis. Pessoas buscam superar seus limites todos os dias. Uns de forma extrema e outros num ritmo mais cadenciado. E junto com a aventura vem a superação.

Não tenho grandes pretensões com o ciclismo, e quero deixar isso bem claro (quem sabe, hehehe). Vejo minhas pedaladas como uma forma de melhorar minha qualidade de vida. E "de quebra" vêm os novos caminhos,  novas paisagens, novos ares e as novas amizades.

O pedal no Terra na Veia é algo fora de série, sem explicações. E com certeza vai continuar fazendo parte das pedaladas semanais. Mas meu camarada Italo Cordeiro já tinha falado sobre fazer trilhas diferentes, experimentar algo novo. Competições ainda estão longe de fazer parte do meu calendário, viu Italo? Mas novas aventuras serão bem-vindas.

Hoje foi um dia especial. E uma aventura e tanto. O desafio de fazer um percurso desconhecido para nós, apesar de estarmos na companhia do Pedro Magalhães, já familiarizado com a serra, foi algo espetacular.
 Então veio a Serra da Taquara. Trilha de dificuldade média mas com trechos muito difíceis, até pra quem tem mais experiência. Me livrei das quedas (Iuri e Pedro, não tiveram a mesma sorte), do pneu furado, e espero não passar por isso tão cedo. Sabendo, claro, que cair faz parte da atividade de pedalar. Bom lembrar disso e respeitar o caminho.

Pista, estradão, single track, descidas tipo DownHill, subidas tipo nem sei o quê, mais estradões com descidas e subidas, a água acaba e... vem a escuridão. O cair da noite foi uma aventura a parte.
Hahahahahaha, da próxima vez é bom a gente sair mais cedo, Duda e Oscar, e com certeza levar kits de iluminação. Uma lanterna sem suporte, leds dos smartphones para socorrer e no final deu tudo certo. Chegamos a salvo na casa do Pedro, nosso ponto de partida e chegada (valeu Pedro).
Só tenho a dizer que a aventura foi inesquecível.


Que venha a próxima aventura e que seja tão inesquecível quanto a de hoje. Um abraço ao meu irmão Duda, Meu grande amigo Oscar Acyole Jr e aos novos camaradas Pedro Magalhães e Iuri Torres.

Até a próxima!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Protestar é uma coisa. Fazer arruaça é outra.

Quem sou eu para entrar no mérito das questões que movimentam nosso País nos últimos dias.

Opa! Espera aí!

Sou um cidadão brasileiro, cumpridor das leis e pagador de impostos.
Então posso expressar minha opinião!

A questão que levantarei aqui é bem simples: EDUCAÇÃO.

Ou se tem, ou não. Sair às ruas pedindo melhorias em saúde, transportes, segurança, educação... Como pedir melhorias em educação se somos tão mal educados?

Protestar é uma coisa. Fazer arruaça e baderna é outra.

Ah, são pessoas de má fé infiltradas no movimento. Pode até ser. Mas é muito triste ver o que vi hoje mais cedo.

Transito todos os pela Avenida Paulino Rocha. De manhã e à tardinha. Vi a correria da prefeitura pra arrumar àquela avenida pro espetáculo de futebol em nossa cidade. Presenciei a mudança dia após dia. E o resultado foi uma via de acesso bem sinalizada, com plantas no canteiro central, asfalto novinho.

Gente, isso é nosso! Serve pros turistas que só vieram ao jogo ou mesmo para passar uns dias na nossa cidade. Mas é NOSSO! É a nossa cidade. E temos que zelar por ela. Seja na Copa ou não.

Passar na Avenida Paulino Rocha hoje foi de partir o coração. Foi difícil ver os jarros quebrados, as plantas espalhadas pelo canteiro, placas quebradas e sujeira em todos os lugares.

Devemos nos orgulhar do espetáculo que demos no estádio. Na execução do Hino, cantado pelos cidadãos cearenses, bem além do que estava no protocolo da Fifa.

Devemos também nos envergonhar pela destruição causada durante a manifestação de ontem. Nos envergonhar da nossa falta de educação.

Epa! E não era por mais educação que a população estava na rua?

Sou completamente a favor de buscarmos nossos direitos. E sei que de outra forma talvez não sejamos vistos ou ouvidos. Mas, acima de tudo, devemos ter respeito pela cidade em que vivemos.

Tá ruim? Tá pra todo mundo.

Não é quebrando e depredando o patrimônio público que teremos vez. Não é agindo como animais que seremos respeitados. O movimento deixa de ser pacífico pra se tornar selvagem.


E ninguém acredita em selvageria.